LEISHMANIOSE MATA!

CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DA LEISHMANIOSE.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Leishmaniose e seus sintomas

Veja alguns sintomas da ‘Leishmaniose Canina’

 

Veja quais os sintomas dessa doença no seu pet!
A leishmaniose é uma doença infectocontagiosa transmitida pela picada de mosquitos flebotomíneos. Essa é uma doença que pode ser transmitida para os humanos, portanto, é importante estar atento aos sintomas da leishmaniose.

Conheça os sintomas da leishmaniose em cachorros e gatos

De acordo com Alexandre Merlo, veterinário e Gerente Técnico e de Pesquisa Aplicada para Animais de Companhia da Zoetis, os sintomas da doença podem ser diversos e incluem:
– Descamação da pele
– Pelos quebradiços
– Nódulos na pele
– Úlceras
– Febre
– Atrofia muscular
– Fraqueza
– Anorexia
– Perda de apetite
– Vômito
– Diarreia
– Lesões nos olhos
Ao notar um dos sintomas da leishmaniose no seu pet, leve-o ao veterinário de sua confiança para que ele veja as melhores formas de tratamento para o seu amigo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

MPE expede recomendação para que municípios adotem medidas de prevenção e tratamento de cães contra a leishmaniose


Os prefeitos e secretários municipais do meio ambiente das cidades de Colmeia, Goianorte, Itaporã do Tocantins, Pequizeiro e Couto Magalhães deverão adotar medidas voltadas à prevenção e tratamento de cães e gatos infectados ou suspeitos de terem contraído a leishmaniose visceral. Este é o teor da recomendação do Ministério Público Estadual (MPE), encaminhada nesta quarta-feira, 12.

A recomendação tem como base uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, proferida em 2013, que torna ilegal a Portaria do Ministério da Agricultura, a qual proíbe o tratamento da leishmaniose visceral em cães infectados ou doentes, com medicamentos de uso humano. O TRF considerou que a portaria é um ato administrativo e deveria ser baseada no limites constitucionais e legais, o que não aconteceu.

De acordo com o Promotor de Justiça de Colmeia, Guilherme Cintra Deleuse, o sacrifício de animais contaminados pela leishmaniose visceral é considerado crime ambiental, pois, atualmente, existe a possibilidade de cura e meios de evitar a contaminação de animais e seres humanos. Deleuse enfatiza que a transmissão é feita pelo mosquito flebótomo, sendo o cão apenas um portador do agente e, dessa forma, seria possível manter o protozoário afastado do animal utilizando coleiras inseticidas. “Se os animais fossem capturados para fins de vacinação e de esterilização, o percentual mínimo de animais que portam a doença diminuiria drasticamente, bem como o risco de propagação de doenças”, disse o Promotor de Justiça.

O Promotor cita duas recentes teses da Universidade Federal de Minas Gerais e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, que comprovam a eficácia dos tratamentos utilizados nos animais que sofrem de leishmaniose visceral. Além da melhora clínica dos cães, houve redução significativa da presença do parasita na pele, indicando diminuição do risco de transmissão.

Na recomendação, é requisitado que os gestores informem o repasse de verbas destinadas à Secretaria, relacionem e identifiquem todos os cães abandonados e domésticos; após o processo de identificação, discriminem quantos irão fazer o exame sorológico e/ou patológico; que sejam encaminhados a tratamento os que tiverem resultados positivos; que seja realizada campanha obrigatória de vacinação e imunizados inclusive cães abandonados, dentre outras medidas. As autoridades têm o prazo de 10 dias para encaminhar a resposta por escrito, informando o cumprimento da recomendação e as providencias adotadas. 


Fonte:https://mpto.mp.br/web/portal/2015/08/13/004665-mpe-expede-recomendacao-para-que-municipios-adotem-medidas-de-prevencao-e-tratamento-de-caes-contra-a-leishmaniose#page

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

19/10/2015 13h13 - Atualizado em 19/10/2015 14h59

Exame descarta morte de menina de 2 anos por leishmaniose em MT

Suspeita agora é de que Julia Meurer tenha morrido de Histoplasmose.
Doença é causada por fungo presente em fezes de pássaros e morcegos.

Do G1 MT
Corpo de Julia Meurer está sendo velado em Sinop (Foto: Arquivo pessoal)Secretaria de Saúde de Sinop investiga se a morte de
Julia foi por Histoplasmose (Foto: Arquivo pessoal)
A Secretaria Municipal de Saúde de Sinop, a 503 km de Cuiabá, divulgou hoje (19) a informação de que a menina de 2 anos e meio, Julia Meurer, não morreu por Leishmaniose, como se suspeitava. A causa da morte, que ocorreu no dia 6 de outubro, foi descartada pelo resultado de exames feitos com o material colhido da menina.
Segundo a Secretaria de Saúde de Sinop, uma nova doença passa a ser investigada, a Histoplasmose, que tem sintomas muito semelhantes à Leishmaniose e é transmitida por um fungo encontrado nas fezes de pássaros e morcegos.
Um novo exame, que chegará na semana que vem, deve comprovar se essa foi a real causa da morte de Júlia.
De acordo com o padrinho da menina, Marcos Serafini, um primeiro exame feito pela família já comprovou que a causa da morte foi a Histoplasmose desde o dia 9 de outubro. Ele diz que o médico explicou que, durante o tempo seco, as partículas desse fungo vão para o ar e o organismo da maioria das pessoas o combate sem tratamento. “Algumas pessoas precisam de tratamento. No caso da Julia, ela não tinha capacidade imunológica para combater o fungo e não sabemos se é algum fator genético”, diz.
Julia Meurer morreu com suspeita de leishmaniose em MT (Foto: Arquivo pessoal)Primeira suspeita foi de que Julia tivesse
Leishmaniose (Foto: Arquivo pessoal)
Ele afirma que se o caso dela tivesse sido descoberto desde o início já se saberia que a doença era irreversível. Segundo o padrinho, os pais da criança ainda estão muito abalados. Ele acredita que é difícil saber de onde ela pegou o fungo. “Morcegos e pássaros, pombos, estão em todos os lugares. Ela já tinha ido para o sítio também. Perto da casa dela e da avó dela tem pombos, isso não tem como saber”, comenta.
O caso
A família procurou atendimento médico em dois hospitais particulares de Sinop quando a menina estava com febre. A criança ficou 10 dias internada em uma enfermaria e mais 10 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Uma criança também apresentou os mesmos sintomas que Júlia, no entanto recebeu alta. Com os inchaços e saúde piorando, a família passou a acreditar que não se tratava de algum tipo de virose ou pneumonia.
Com as chances maiores de ser a doença, Julia passou a fazer um tratamento contra leishmaniose. “O tratamento levava mais de 10 dias para apresentar um resultado. Ela teve hemorragia e não resistiu. No dia que ela morreu ela iria começar a fazer hemodiálise, pois os rins tinham parado de funcionar. Pelo que vimos tudo leva a crer que seja leishmaniose, pois várias outras suspeitas foram descartadas”, afirmou o padrinho.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Consórcios procuram novos fármacos para doenças negligenciadas

farmacosAs indústrias farmacêuticas vêm aumentando a participação no desenvolvimento de novos fármacos ou de novas formulações já existentes para o tratamento de doenças negligenciadas, como malária, dengue e Chagas. Uma das principais razões para isso, segundo especialistas na área, são consórcios capitaneados por organizações internacionais sem fins lucrativos, como a Drugs for Neglected Diseases initiative (DNDi) e a Medicines for Malaria Ventures (MMV).

As duas organizações financiam as etapas mais caras de desenvolvimento de novos fármacos – a descoberta de moléculas e testes pré-clínicos e de toxicidade –, realizadas em universidades e instituições de pesquisa em diferentes países, incluindo o Brasil.

Em contrapartida, as companhias farmacêuticas podem entrar nas fases de ensaios clínicos e produção em larga escala, diminuindo, dessa forma, o tempo necessário para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças típicas de países em desenvolvimento.

“O processo de pesquisa e desenvolvimento de um novo medicamento pode chegar a 15 anos”, disse Luiz Carlos Dias, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em um painel sobre saúde durante a FAPESP Week Buenos Aires, realizada entre os dias 7 e 10 de abril na capital argentina pela FAPESP em parceria com o Consejo Nacional de Investigaciones Científicas (Conicet).

“Um dos objetivos de organizações internacionais, como a DNDi e a MMV, é diminuir esse prazo para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças negligenciadas para sete ou oito anos”, disse Dias, que também é coordenador do Laboratório de Química Orgânica Sintética da Unicamp.

O laboratório do pesquisador iniciou há, aproximadamente, dois anos parcerias com a DNDi e a MMV, que são baseadas em Genebra, na Suíça, e financiadas por instituições como a Fundação Bill & Melinda Gates, o Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Wellcome Trust, do Reino Unido.

Lançada em 2003, o objetivo da DNDi, por exemplo, é desenvolver, até 2022, entre 11 e 13 novos tratamentos para leishmaniose, malária, HIV pediátrico e doenças do sono e de Chagas, entre outras.

Por meio de parcerias com universidades, instituições de pesquisa e indústrias farmacêuticas, a organização já desenvolveu cinco novos tratamentos para malária, doença do sono e leishmaniose visceral, que já estão sendo utilizados em países da América Latina, África e Ásia.

E, em colaboração com o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), a Fundacion Mundo Sano e o Ministério da Saúde da Argentina, está desenvolvendo uma formulação pediátrica do principal medicamento usado hoje para o tratamento de doença de Chagas – o benzonidazol –, contou Dias.

“A doença de Chagas mata mais na América Latina do que qualquer outra doença parasitária, incluindo a malária, e a DNDi estima que menos de 1% das pessoas infectadas recebam tratamento hoje”, disse o pesquisador. “É preciso desenvolver novas alternativas de tratamento da doença”, apontou.

Novos compostos

De acordo com o pesquisador, o benzonidazol foi desenvolvido há mais de 40 anos e é o único medicamento disponível hoje para tratar doença de Chagas.

Apesar de ser extremamente potente, o medicamento apresenta uma série de efeitos colaterais adversos que fazem com que os pacientes descontinuem o uso à medida que comecem a sentir os primeiros sintomas de melhora.

“Isso é ruim para o tratamento de qualquer doença parasitária, porque os parasitas começam a adquirir resistência”, afirmou Dias.

A fim de identificar um composto alternativo ao benzonidazol, a DNDi estabeleceu um consórcio de pesquisa inédito na América Latina, batizado de Lead Optimization Latin America (LOLA).

O consórcio é integrado, no Brasil, pelo laboratório de Dias na Unicamp e pelo Laboratório de Química Medicinal do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com os professores Adriano Andricopulo e Glaucius Oliva.

No exterior, participam do consórcio a University of Antwerp, da Bélgica; o Swiss Tropical and Public Health Institute, da Suíça; a University of Dundee, da Escócia; a London School of Hygiene & Tropical Medicine, da Inglaterra; e as empresas GlaxoSmithKline (GSK), do Reino Unido; AbbVie (antiga Abbott), e Pfizer, dos Estados Unidos; e Wuxi AppTec, da China.

“O objetivo do consórcio é procurar um composto com eficácia superior ao benzonidazol que seja, ao mesmo tempo, ativo contra algumas cepas resistentes a esse fármaco, não apresente problemas de toxicidade, teratogenicidade [cause anormalidades fetais] e genotoxicidade [toxicologia genética], possa ser utilizado por crianças e gestantes e seja estável quimicamente em zonas climáticas com temperatura entre 30 ºC e 35 ºC”, disse Dias. “Isso representa um enorme desafio”, avaliou.

Segundo Dias, seu laboratório participa no consórcio de pesquisa na etapa de síntese química de potenciais compostos identificados pela DNDi.

A organização internacional recebe bibliotecas de compostos de grandes indústrias farmacêuticas, testa em laboratórios de química medicinal em diferentes lugares do mundo e, ao identificar alguma molécula potencial para o tratamento de Chagas e de outras doenças negligenciadas, a envia para laboratórios como o do pesquisador.

Os pesquisadores da Unicamp são responsáveis por fazer sínteses químicas dos compostos recebidos a partir de substâncias simples e acessíveis comercialmente e preparar análogos estruturais por meio de modificações químicas das moléculas.

Para isso, contam com o apoio de químicos medicinais da DNDi, como o inglês Simon Campbell, que liderou o grupo de pesquisadores que descobriu o Viagra.

“O Campbell e outros pesquisadores da DNDi nos ajudam a fazer cada uma das modificações químicas das moléculas”, contou Dias.

As moléculas e os análogos estruturais preparados pelo grupo de pesquisadores da Unicamp são enviados para os Laboratórios de Química Medicinal do Instituto de Física de São Carlos da USP e de Microbiologia, Parasitologia e Higiene da University of Antwerp, além do Swiss Tropical and Public Health Institute, para estudos de parasitologia primária e secundária.

Os compostos também são enviados para a University of Dundee e para a empresa GSK para serem submetidos a testes biológicos que orientarão as modificações estruturais feitas pelo grupo da Unicamp.

Alguns compostos também são remetidos paras as indústrias farmacêuticas AbbVie e Pfizer para estudos de metabolismo, absorção e expressão.

Os compostos aprovados nessas séries de estudos são formulados pela empresa chinesa Wuxi AppTec e, após essa etapa, são usados em testes in vivo em camundongos, realizados na London School of Hygiene & Tropical Medicine e no Laboratório de Química Medicinal do Instituto de Física de São Carlos da USP.

“O objetivo é melhorar uma série de propriedades para fazer com que as moléculas selecionadas apresentem ações semelhantes às de um fármaco”, explicou Dias.

Moléculas promissoras

Os pesquisadores já identificaram, no âmbito do consórcio LOLA, moléculas que são extremamente potentes contra o parasita Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas.

Um dos maiores desafios com que estão se deparando, entretanto, é aumentar a solubilidade delas.

“Temos moléculas que matam de forma muito eficiente o parasita, mas são poucos solúveis. E, quando conseguimos melhorar a solubilidade, diminui a atividade dessas moléculas”, apontou Dias.

Já no âmbito de um programa da MMV, chamado Brazil Heterocycles, os pesquisadores sintetizaram duas moléculas promissoras para o tratamento da malária, sendo uma delas ativa contra oito tipos de cepas resistentes aos parasitas causadores da doença.

O programa conta com colaborações com centros internacionais, entre eles o Imperial College London, a Monash University, da Austrália, a Glaxo Smith Kline, na Espanha, a Astra Zeneca e a Syngene, na Índia.

Segundo Dias, o objetivo do programa é desenvolver compostos mais potentes contra a malária que possam ser combinados com a artemisinina.

Apesar de ser o composto mais potente usado hoje no tratamento contra a malária, a artemisinina também apresenta problema de resistência do parasita, apontou Dias.

“A artemisinina não mata completamente o parasita. Por isso, é preciso combinar o uso desse fármaco com outro composto para inibir totalmente o parasita em todos os seus estágios de vida”, explicou. 

Agência FAPESP