LEISHMANIOSE MATA!

CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DA LEISHMANIOSE.

terça-feira, 31 de março de 2015

DENÚNCIA

Fernandópolis pode estar escondendo casos de leishmaniose
31/03/2015 - as 08:00:00
FERNANDÓPOLIS - A Prefeitura do Município de Fernandópolis pode estar escondendo casos positivos de leishmaniose. A informação foi dada por um funcionário publico que requereu preservação da fonte.

Fernandópolis estaria infestada com a doença, mas os números ainda não foram divulgados pela municipalidade. A Secretaria de Saúde estaria acobertando a possível epidemia, deixando de informar órgãos do governo.

A reportagem apurou que em um único pet shop de Fernandópolis são realizados tratamento em mais de 50 caninos infectados pela doença. Os exames foram comprovados por uma veterinária de Jales que coletou amostras de sangue de vários animais.

A realização de exames na Prefeitura e feita através da retira de uma pequena quantidade de sangue na orelha dos animais, mas a profissionais realiza o exame por meio de exames na coluna dorsal do canino.

A Prefeitura de Fernandópolis se nega a dar esclarecimentos e informações sobre o número de casos registrados na cidade. O RN solicitou dados por meio de um e-mail enviados à assessoria de comunicação no último dia 25 e via telefone na manhã desta segunda-feira, dia 30. Não houve retorno por meio de e-mail e telefonema.

Para um agente de saúde, Fernandópolis estaria infestada com a doença e os cães estariam sendo tratados com remédios humano para evitar a eutanásia, o que chamaria a atenção da população.

Outros números que podem estar sendo camuflados são os casos positivos de dengue na cidade. A Secretaria não estaria informando o Ministério da Saúde sobre os casos positivos para não entrar na lista de cidade com epidemia da doença.


O que é? 
Leishmaniose ou Leishmaníase é uma é uma zoonose (doença dos animais que pode se transmitir ao homem),os animais infectados com maior grau de importância em relação aos humanos são os cães, os roedores e os próprios humanos.Trata-se de enfermidade infecciosa, parasitária, cuja etiologia, no Brasil, é dominada por 4 espécies destes protozoários (seres unicelulares): Leishmania chagasi, Leishmania braziliensis, Leishmania amazonensis e Leishmania guyanensis.

Transmissão
A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico.
Na leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.

Sintomas de Leishmaniose
Leishmaniose visceral: febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço. Leishmaniose cutânea: duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca. 

terça-feira, 17 de março de 2015

Nossa homenagem dupla. Grande Otelo o PUG Preto, mascote da campanha estaria com 12 anos hoje, e seu um ano de morte foi no dia 14 de março, não muito distante do seu vovô Clodovil, que estaria com 77 anos e HOJE completam 6 anos de sua morte. Através de Clodovil, pude conhecer mais e viver de perto sobre a leishmaniose. É a segunda doença que mais mata depois da malária em todo o mundo. Infelizmente no Brasil nada se faz, apenas em regiões endêmicas campanhas são feitas, mas cabe a cada um de nós, conhecedores da verdade, e comunicadores divulgar a doença. Foi o que Clodovil Fez enquanto apresentador na RedeTV no extinto "A Casa é Sua" fez, levou para todo o Brasil o que ocorreu e viveu na pele com seus cãezinhos. Grande Otelo, porém, escapou da doença, pois 8 meses antes ele tinha vindo para São Paulo, quando Clodovil me presenteou. Desde então pesquisei e puder entender que algo deveria ser feito "pelo" próximo, para salvar vidas....
Independente do nível social ou cultural, as pessoas não sabem do que se trata e morrem por isso. Os cães, são as maiores vítimas, pois ou são tratados de forma oculta, (mesmo com uma decisão do STF, que infelizmente não é ODEBEDECIDA, e obediência é o primordio para o sucesso em qualquer área), ou são entregues de forma absurda para a eutanásia. Isso qdo ele tem um tutor que pode lutar por ele, mas os de rua....se vão para o leito de morte....Mata Não resolve!!! Temos meso é que prevenir, vacinando nossos cães, encoleirando com a coleira Scalibor Protegendo Vidas, e usando os repelentes específicos como Pulvex, Max 3 Advantage, Effective, os produtos tem que ser específicos para o mosquito palha, outros repelentes para pulgas e carrapatos, não funcionam. Nossa causa é nobre e com ela o memorial e o legado deixado por nosso mascote Grande Otelo, cãozinho da raça pug, e Clodovil Hernandes, um saudoso e valente Porta Voz.!!!! Com amor e saudades...

...e as estrelas iluminam o céu!!! Clodovil, Castanhola e Grande Otelo...Emoticon heart Emoticon heart...

domingo, 28 de setembro de 2014

Depois que um homem, de 72 anos, foi diagnosticado com Leishmaniose, a Vigilância Sanitária monitora a região, próxima a residência da vítima, no Bairro da Várzea. Na manhã desta sexta-feira (26) a equipe realizou uma vistoria em algumas casas e pátios.  
A aplicação de um inseticida no quarteirão, onde o idoso reside, e armadilhas para capturar o mosquito transmissor, serão necessárias a fim de evitar a proliferação do vírus – afirma a Diretora de Vigilância Sanitária de São Borja, Janaína Leivas.

Uma reunião marcada para a próxima segunda-feira (29) com representantes da 12º Coordenadoria Regional de Saúde de Santo Ângelo vai definir como serão realizados os trabalhos.
O idoso foi diagnosticado com a doença, na última terça-feira (23) depois do resultado de um exame de sangue. O medicamento já foi solicitado e deve chegar na próxima semana.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Comissão aprova Política Nacional de Vacinação contra a Leishmaniose

Vacina Leish-TEC, da Hertape Calier, é a única registrada no MAPA, recomendada pelo Ministério da Saúde como proteção individual para cães contra a Leishmaniose Visceral
A Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), da Câmara dos Deputados, aprovou no final de março parecer favorável à Política Nacional de Vacinação contra a Leishmaniose animal. O Projeto de Lei no 1.738, proposto em julho de 2011 e que agora aguarda parecer de mais três comissões, demonstra a importância que o tema conquistou no debate público nacional.
A medida representa um grande incentivo ao esforço de pesquisa e desenvolvimento para oferecer à saúde pública do Brasil, a Leish-TEC, uma vacina apta a previnir e controlar essa grave doença. A vacina teve seu registro aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), ainda em 2007. Após um longo período de testes, deu-se a comprovação de sua eficácia em janeiro de 2013, por meio da aprovação conjunta com o Ministério da Saúde (, que passou a recomendar a Leish-TEC como medida de proteção individual para cães contra Leishmaniose Visceral.
A vacina Leish-TEC é resultado de um premiado estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com o título de “Vacina recombinante contra a Leishmaniose Visceral”, foi vencedor do prêmio Bom Exemplo de Ciência, concedido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, a Fundação Dom Cabral, o Jornal O Tempo e a TV Globo Minas.
O estudo, que concorreu com outros 100 projetos, também obteve reconhecimento do prêmio Péter Murányi 2014 de Saúde. O prêmio internacional, que pela primeira vez desde 2002 agraciou um produto veterinário, é direcionado a pessoas ou organizações, de qualquer parte do mundo, que tenham se destacado na promoção do bem estar de populações situadas abaixo do paralelo 20 de latitude norte, especialmente o Brasil, seja no tocante à saúde, alimentação, educação e desenvolvimento científico e tecnológico.
A doença. A leishmaniose visceral é considerada uma das principais zoonoses emergentes no Brasil, gerando enorme impacto na saúde pública e comoção social pela morte de muitos cães infectados. Causada pelo protozoário Leishmania chagasi, o cachorro é o principal reservatório urbano capaz de infectar o vetor (inseto) transmissor da doença. Devido ao convívio com o animal doméstico, o ser humano torna-se vulnerável à infecção transmitida pela picada do flebotomíneo Lutzomya longipalpis, popularmente conhecido como mosquito-palha ou birigui. 
Os sintomas apresentados pelo animal infectado podem variar de dermatite a úlceras nas orelhas e focinho, lesões oculares, emagrecimento, fadiga, febre, anemia, entre outras. Já no ser humano, os principais sintomas são febre intermitente, com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.
Embora seja curável no ser humano, a leishmaniose visceral causa a morte de até 10% das pessoas infectadas e milhares de cães todos os anos. Por esse motivo, a vacinação do animal é muito importante para prevenção e controle da doença em animais e humanos.  
O caminho até a aprovação. A vacina Leish-TEC é produzida a partir da mais alta tecnologia recombinante, o que a torna um produto seguro para o animal, o proprietário e o veterinário. É, também, altamente imunogênica, pela capacidade de  resposta observada nos animais que receberam o produto. Mas se o diagnóstico já é difícil, pois os sintomas da Leishmaniose visceral são semelhantes a outras doenças, o controle e tratamento, tanto para animais quanto para humanos, também não são tarefas fáceis.
Na última década, diante do forte debate gerado entre especialistas sobre como tratar a questão, o MAPA e o Ministério da Saúde publicaram, em julho de 2007, a Instrução Normativa Interministerial Número 31, que aprovou o Regulamento Técnico para Pesquisa, Desenvolvimento, Avaliação, Registro e Renovação de Licenças, Comercialização e Uso de Vacina Contra Leishmaniose Visceral Canina.
A norma detalha três fases pelas quais uma vacina em desenvolvimento deve ser submetida antes de ser aprovada para uso, além de uma quarta fase para controle posterior. A Leish, registrada pelo o Laboratório Hertape Calier Saúde Animal (Juatuba/MG) passou por todas as etapas.
As Fase I e II dos estudos da vacina Leish-TEC demonstraram a ausência de reações adversas relevantes em animais sadios. Na Fase III foram feitos ensaios clínicos para avaliar a eficácia da vacina em previnir a infecção de cães em áreas de risco, também chamadas de áreas endêmicas. Nessa etapa, as estastísticas mostraram que mais de 96% dos animais vacinados foram protegidos contra a infecção.
Na última etapa, a Fase IV, foram feitos estudos de vigilância e pesquisa, após o registro do produto, para monitorar a possível ocorrência de efeitos adversos. Neste caso, foram registrados em apenas 0,04% do total de vacinas comercializadas no período, demonstrando a eficácia do produto.
A vacina Leish-TEC tornou-se, assim, a única no Brasil a cumprir a determinação da Instrução Normativa e ter o Estudo de Fase III aprovado pelas duas Instituições de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral no Brasil.
Fonte: AI, adaptado pela equipe cães&gatos.
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